Amanda, como sempre, usava um vestido leve de verão que valorizava suas pernas torneadas. A brisa suave fazia o tecido balançar enquanto caminhávamos até o estacionamento do prédio. Eu tentava manter a conversa, mas vez ou outra me perdia na visão dela ao meu lado.
Contei sobre o teste para o time. Falei tentando parecer tranquilo, mas por dentro meu coração batia acelerado. Quando terminei, os olhos dela brilharam.
— Eu sabia que você ia conseguir — disse ela, abrindo um sorriso que parecia iluminar tudo ao redor.
Naquele instante, senti como se estivesse no paraíso. Ver a felicidade dela por mim tornava tudo ainda mais especial.
— Então é por isso que você está preparando algo especial para o jantar? — perguntou, inclinando levemente a cabeça.
— É… — respondi, tentando soar animado. — Pena que meu pai não vai poder jantar comigo hoje.
Tentei esconder a tristeza na voz, mas Amanda me conhecia bem demais.
Ela diminuiu o passo e me olhou com carinho.
— Então janta lá em casa. Meu marido está viajando. Vai ser só eu e o Luke.
Luke… o pequeno pinscher que parecia ter vindo direto do purgatório. Ele me odiava. E o sentimento era recíproco.
Mesmo assim, o convite me pegou desprevenido. Fiquei surpreso — e feliz demais para disfarçar.
— Claro… eu adoraria — respondi, sem pensar duas vezes. Nunca perderia a oportunidade de passar mais tempo com ela.
No elevador ela falou com inocência:
— Gostou do vestido?
Eu travei por meio segundo. Senti meu rosto esquentar, ela deu um sorriso provocante. Dei um suspiro de alivio quando chegamos ao carro dela — um jipe novo, imponente.
— Uau… você trocou de carro?
Ela sorriu de lado, com aquele ar provocador que me deixava completamente sem defesa.
— Troquei. Eu gosto de coisas grandes — disse, piscando.
Fiquei sem reação, o que só arrancou mais risadas dela.
— Vai continuar com essa cara de bobo ou vai entrar no carro?
Percebi o divertimento na voz dela enquanto eu abria a porta, ainda tentando recuperar a compostura.
Entrei, e seguimos juntos para o supermercado,
