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Chapter 4 - Jantar

O caminho de volta para casa foi tranquilo.

Amanda ficou em silêncio a maior parte do tempo. Não houve provocações, nem olhares demorados. Aquela mudança me deixou ainda mais confuso. Era como se toda a tensão do mercado tivesse sido guardada para depois.

Na frente do apartamento dela, ela apenas sorriu.

— Até depois, então, Edu.

O jeito que disse meu nome fez meu estômago dar um nó.

— Até — respondi, tentando parecer mais seguro do que me sentia.

Entrei no meu apartamento meio perdido em pensamentos. Fechei a porta e fiquei alguns segundos parado, tentando organizar a cabeça.

Fui tomar um banho demorado. A água fria ajudou a acalmar o coração acelerado. Fiquei pensando no jantar, no vinho, nas conversas… no que aquela noite poderia significar.

Quando saí do banheiro, me arrumei com cuidado.

Vesti uma regata branca que destacava meus braços, uma bermuda preta simples. Penteei o cabelo, passei um pouco de perfume — talvez um pouco mais do que o normal.

Respirei fundo.

Então fui até o apartamento da Amanda.

A expectativa quase me fazia voltar.

Toquei a campainha e esperei.

Enquanto aguardava, fiquei imaginando o que ela estaria usando. Um vestido? Algo mais formal? Ou algo simples?

Ouvi o leve ruído da fechadura.

A porta se abriu devagar.

E lá estava ela.

Com um pijama de algodão leve, simples… mas que realçava suas curvas de um jeito natural, sem esforço.

Ela parecia confortável.

Confiante.

Linda.

Por um instante, esqueci o que dizer.

Ela apoiou a mão na porta e sorriu de lado.

— Vai ficar aí me olhando ou vai entrar, Edu?

Percebi os olhos dela passeando pelo meu corpo.

Sem pressa.

Principalmente nos meus braços.

Ela não disfarçou. Pelo contrário… parecia até curiosa.

Depois mordeu o lábio de leve, como quem teve um pensamento interessante.

Meu coração acelerou na mesma hora.

Entrei no apartamento e Luke já veio rosnando.

— Qual é, cara? — reclamei.

Amanda riu alto.

— Ele não confia em você.

— Ele que está exagerando.

Ela pegou Luke no colo, ainda sorrindo.

— Relaxa, ciumento.

Revirei os olhos.

— Ei.

Enquanto ela levava o cachorro para a cozinha eu ouvi de longe:

— Pode ficar assistindo, se quiser. Eu preparo o jantar.

Pensei por um segundo… mas resolvi ajudar.

Fui até lá e encontrei Amanda já com uma taça de vinho na mão.

— Amanda, achei que o vinho fazia parte da receita — falei em tom divertido.

Ela sorriu na mesma hora.

— Edu, é só uma taça — respondeu, fazendo um biquinho exagerado antes de dar um sorriso maior ainda.

Balancei a cabeça, rindo.

— Quando você fala assim ninguém resiste.

Ela apoiou a taça na bancada e se aproximou um pouco.

— Eu sei fazer mais coisas que fazem você não resistir.

Arqueei a sobrancelha, curioso.

— Tipo o quê, Amanda?

Ela fingiu pensar por um segundo, segurando o riso.

— Tipo um bife bem suculento.

E começou a rir.

Soltei o ar, meio aliviado, meio frustrado.

— Você esperava o quê, Edu? — ela provocou, ainda sorrindo.

— Nada… — respondi, tentando manter a postura. — Só achei que vinha algo mais misterioso.

— Mistério é comigo mesmo — ela disse, virando-se para a frigideira. — Mas hoje você vai ter que se contentar com o jantar.

Encostei na bancada, observando.

— Então espero que esse bife seja realmente irresistível como você.

Ela então se abaixa pegar uma frigideira,me dando uma visão do seu traseiro, então olhou por cima do ombro com um sorriso.

— Eu sou mais.

Nisso eu concordo muito mais

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