A vida de Amanda tinha dado uma reviravolta que ela não esperava.
Não foi algo grandioso por fora. Ninguém veria mudança nenhuma além de um pequeno piercing e uma tatuagem delicada em forma de pimenta.
Mas por dentro…
Era como se algo tivesse despertado.
Edu, seu vizinho — quase uma década mais novo — a compreendia de um jeito que a deixava desconcertada. Ele ouvia. Ele brincava. Ele estava presente. Coisa que, ironicamente, nunca tinha sido exigida do marido… porque ele simplesmente nunca tentou.
E isso doía admitir.
Colocar o piercing foi impulsivo. Fazer a tatuagem foi ousado. Ela sempre dizia que "já tinha passado da idade" para essas coisas.
Mas quando viu o olhar de expectativa de Edu, aquele sorriso orgulhoso e sincero…
Algo nela quis se permitir.
Era viciante se sentir vista.
Chegando em casa depois do shopping, largou as coisas no sofá e foi direto para o banho. A água quente caiu sobre os ombros enquanto ela revivia o dia.
O riso. As provocações. A mão dele segurando a sua. O jeito como ele disse: "Ficou perfeito."
Saiu do banho exausta, vestiu algo confortável e caiu na cama.
O sono veio quase instantâneo.
Normalmente, seus sonhos eram borrões desconexos. Imagens soltas, sem sentido.
Mas naquela noite foi diferente.
Ela estava no corredor do prédio.
Sozinha.
A porta do elevador se abria… e era Edu quem saía.
Ele sorria daquele jeito leve, despreocupado. Caminhava até ela como se fosse a coisa mais natural do mundo.
No sonho, ela não pensava na diferença de idade. Não pensava no marido. Não pensava em certo ou errado.
Só sentia uma luxúria..
Ele estendia a mão.
Pegou meu cabelo e me fez ficar de joelhos.
-O que você está fazendo? Perguntei, tentando esconder a expectativa em minha voz.
-Estou colocando você aonde eu sempre quis que estivesse: aos meus pés. Então, ele começou a abrir o zíper das calças. Eu já tinha uma ideia do tamanho dele; já o vi ficar duro enquanto eu o provocava, e ele é grande. Ele tira para fora, quase bate na minha cara. Pego na minha mão e sinto ele pulsando. Chega dar água na boca quando estou prestes a pôr na boca, acordo.
O quarto estava escuro. O coração acelerado.
Ficou encarando o teto por alguns segundos, tentando entender por que aquele sonho tinha sido tão vívido.
Tão real.
Levou a mão até o pequeno piercing, depois até a tatuagem recém-feita. Então fiz uma coisa que não fazia a anos me masturbei
Um suspiro escapou.
