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Chapter 4 - Inferno-4

- abram, abram as portas, sou eu... abram logo essa merda... ABRAM !

Ao ver as portas se abrindo ele continua batendo desesperado querendo que fossem mais rápidos, ligeiramente uma flecha acerta seu ombro, ele cai no salão se contorcendo de dor um dos jovens guardas aparece e diz enquanto outras pessoas fechavam as portas.

- me perdoe, não consegui ser mais rápido ...eu sinto mui-...

Sua fala é interrompida por Léo que lhe dá um soco no rosto, todos o incaram, ele se levanta sangrando e sai empurrando cada pessoa que estava em sua frente, até ser parado pelas empregadas que o vêem com um olhar de desgosto, o interrogam.

- por que agrediu aquele jovem? Hóspede.

- sim, não havia o porquê de ser violento.

- calem a boca, eu quase morri, e aquele cara ia ser o responsável por isso.

- senhor, por favor não se grite no grande salão.

- vai se ferrar, você não viu o que eu vi...se estivesse no meu lugar também estaria assim...

- realmente, mas o desespero não é desculpa para agressões sem sentido.

- e isso é mais uma das suas doutrinas secretas que ninguém se importa?!

- querido hóspede, está passando dos limites.

Léo Silva, um jovem que mora em São Paulo, tem problemas em socializar, tem questões traumáticas em seu passado, foi traído e agora está em mundo paralelo, neste momento ele está em um Pânico total.

" Vocês acham que podem me dizer o que fazer, porra? Estamos sendo atacados... Por monstros , eu não estou errado... Estou agindo como alguém normal, é, são vocês que são estranhos... Por que eu deveria sentir empatia por pessoas que eu nem conheço...ou querer saber de suas tradições idiotas... merda... tô... perdendo sangue..."

Léo empurra uma delas para o lado e a outra dando um salto no ar chuta ele até seu corpo bater na parede.

- querida irmã, você está bem?

- sim, estou.

- o que está acontecendo aqui? Valentina, Helena... Porra... Oque o humano fez?

Uma figura ilustre aparece , uma mulher de armadura prateada e ao seu lado mais oito pessoas com armaduras idênticas, eles reuniram soldados e reorganizaram o lugar para os não combatentes e trouxeram xamãs para auxílio, aproveitando eles curaram o jovem elfo e Léo que estava desacordado. Valentina responde.

- ele agrediu fisico corpo de um soldado de baixa patente, zombou de nossas tradições e tudo isso aconteceu graças ao medo que sentia de morrer.

- irmã?

- certo, prenda ele em uma das cadeias.

- sim senhora anciã .

Disseram as duas, Valentina por mais nervosa que estivesse se sentiu mau ao agredi-lo quando tocou em sua irmã, Helena por outro lado estava decepcionada com Léo e se recusou a carrega-lo , Valentina e Helena são as empregadas da anciã , uma dos 9 anciões. Elas sentiam que foi desperdício proteger aquele rapaz e o largaram em uma cadeira suja e humida.

Depois de um bom e longo tempo Léo acordou, ele se levanta e nota que a porta de onde deveria ser seu cárcere estava aberto ele começou a se tremer e sai aos poucos e vê ao sair uma neblina tensa e ele adentra e no meio do caminho ele cai e vê que o que lhe fez cair foi o corpo do mesmo joven ele havia agredido antes ele grita e se rasteja assustado e então ele bate sua cabeça na perna do anfíbio , o mesmo ergue seu porrete e estava prestes a matar Léo porém é impedido por Helena que usa uma magia de vento decapitado o monstro. Léo chorou e começou a ir em sua direção e ele ao vê-la se debulha em lágrimas vendo o corpo perfurado e retalhado dela, uma voz fluiu dela dizendo.

- que desperdício, garoto, você deu sorte, o último pedido desse corpo era protegê-lo.

- o que?

Uma luz brilhou sobre ele fazendo com que fosse teletransportado para uma praia longe de tudo e no fim do deserto. Ele chora por muito tempo.

De repente um ser com cabelos de tentáculos e olhos ameaçadores e cósmicos surge e ele começou a sugar Todo o sangue do corpo de Léo, depois cada fio de pele, cada carne e cartilagem e em seguida sugou a alma dele, então seus ossos caíram no chão.

Antes que ele sumice de toda a existência seu último pensamentos espirituais foram.

" Se eu tivesse uma, apenas uma chance, eu iria fazer diferente...eu não quero morrer."

E tudo se escureceu.

Um raio de luz ressurgiu e Léo se ergue e vê um deserto em sua frente. Ele grita chorando automaticamente e o estresse das lembranças foram tão fortes que seu cabelo se amarelou , e a única coisa que estava junto dele era aquela caveira.

" Eu não acredito, esse lugar é...onde tudo começou, não é? Então tudo aquilo foi um sonho?"

Então Léo nota que na sua frente tinha aquela caveira e pensa.

" Não,isso é real, eu senti aquilo. "

Se levantando ele pega o crânio e continua o mesmo caminho de antes , reencontrando aquela carroça abandonada e destruída, ele com cuidado faz uma mochila com couro do cadáver do velho sapo, embalando desta vez tudo que podia pegar, então ele ouve um som o reconhecendo e logo se apressou a sair dali ele corre até ficar cansado e vê um amontoado de rochas ao caminho ele se surpreende pois antes havia pensado que era seu delírio, ele foi salvo por um demônio azul.

Ele se aproxima, e se lembra que se esqueceu de pegar o tecido em farrapos que cobria a carroça abandonada, ele estava só com seu moletom vermelho e amarelo, ele se preocupa porém se lembra da gentileza dos elfos com ele e decide.

" Acho que não vai ser diferente... tomará que não seja."

Ele continua andando e vê o demônio azul e o ciclope correndo da floresta, ele se surpreende, porém nota que havia um javali selvagem atrás deles isso era um grande coensidencia , eles correram não direção de Léo. O jovem vendo isso corre também, os dois então lhe alcançam e falam o indagando.

- você, parado é um assalto.

- você é idiota? Se eu parar aquela coisa vai me devarar.

- senhor humano, não queremos ser rudes mas...

O demônio tomava fôlego, Léo fica a espera se consentrando em correr mais rápido, então o demônio inspira enquanto mantia o ritmo e terminava.

- poderia compartilhar alguma comida conosco .

- tu não tá vendo que a gente tá numa situação bem desfavorável pra isso !?

- sem problemas, eu resolvo...

O ciclope ao falar isso para de correr e retira seu porrete de trás de suas costas e bate na cabeça do javali o matando-o então ele vai até Léo e diz.

- certo podemos falar sobre a comida agora.

- claro!

Fala o demônio azul dando um joinha com sua mão, esse momento deixa Léo transtornado de raiva, ele se aproxima deles e pergunta.

- você sempre teve esse porrete por todo esse tempo?

- mas é claro, não viu o que eu acabei de fazer...

- e vocês ficaram correndo por que?!

- bem...

- não tem explicação pra isso seu burro!

Então eles discutem até que uma criatura emergindo das urnas de areia surge e os ataca , ambos os três se afastam e correm para voltar pra floresta, eles adentram a vegetação e a neblina até serem parados pela grandiosa raposa branca, Léo ao vê-la chora e por alguns minutos e secando suas lágrimas se aproxima e a raposa também se aproxima porém ela ferozmente lhe afasta demonstrando sua repulsa por ele.

O demônio azul e o ciclope observavam escondidos a o notarem que a fera se afastava pegaram o jovem desacordado e o levaram para a sua caverna.

Helena e sua irmã de longe os observavam com cautela absoluta , a noite veio, Léo acordou zonzo e fica surpreso ao ver um brilho reluzente no lado de fora e deslumbra ambos o demônio do ciclope comendo tudo que podiam de sua carga e o javali queataram no deserto.

- humm...?

- maninho você acordou.

- desde de quando nós ficamos tão íntimos?!

Diz Léo com uma folha enorme em sua testa, os monstros então terminando de comer falam.

- obrigado senhor, se não fosse por você teríamos morrido de fome.

Isso deixa Léo confuso pois de algum jeito mudou algo do passado, ele se lembra que o ciclope antes tentava lhe matar e o demônio azul por mais que tenha salvado sua vida misteriosamente desapareceu.

" Será que no passado...eles se canibalizaram ?"

Surgiu em seus pensamentos. De repente o demônio aponta para a mochila do jovem e aconselhava.

- você carrega algo perigoso, a pele de um velho mago anfíbio da floresta, há uma vila de uma tripo, extremamente vingativa, espero que devolva essa coisa. O quanto antes!

As lembranças se contorcem na mente do garoto e então uma epifania surge.

" Eles atacaram os elfos por pensarem que eles haviam roupado a pele desse mago tão importante pra eles."

E continua com ênfase...

" Mas a carroça estava no deserto, parecia estar indo pra uma cidade já que estava bem carregada, é estranho. Eles foram diretamente até a vila dos elfos...e fizeram um massacre, tem algo de errado."

Os monstros se incaram e lhe interrompe dizendo.

- senhor, esta tudo bem?

Ele com um olhar melancólico muda seu olhar com um brilho de determinação proclama para eles.

- poderiam me ajudar em algo? Isso é importante pra mim.

- o que seria?

- por favor, me ajudem a... A salvar a vila oculta dos elfos.

Eles arregalam seus olhos e cosaram suas cabeças e então respondem.

- não.

Neste mundo existe uma raça que foi corrompida a muitos anos atrás, recebendo o nome de: tatus brancos.

A grande corrupção se espalhou e novas raças surgiram, e essas não se corrompiam. Homens, anões e elfos, por um longo tempo uma grande imperatriz os dominou e lhes deu dignidade, poder, soberania e sabedoria, após a morte da imperatriz, surgiu um conto...

" Aquele viu o demônio azul, viveu e morreu, andou e caiu , será um com céu, será a imagem de Deus..."

E então muitos anos se passaram e o conto virou uma lenda perdida só conhecida por criaturas antigas.

Enquanto isso, agora na floresta, Valentina se lembrava do que viu hoje. Um humano que não teve medo da raposa branca e demonstrou felicidade ao lhe incarar nos olhos.

- quem será que é aquele garoto...

- irmã?

Valentina balança sua cabeça saindo de seus pensamentos e responde sua irmã Helena.

- oque? O que houve?!

Ela abana com a mão demonstrando que não era nada, elas vigiavam os arredores Porém no subsolo os homens anfíbios se arrastavam naquele lugar apertado e pequeno buraco, um após o outro...

Então após muito tempo todos chegam em lago pantanoso onde começaram a nadar até chegarem até seu líder eles erguem-se e se prostam diante dele, um tempo se passa, um vento humido cobriu toda a floresta criando uma neblina muito mais forte que a habitual.

Um tempo se passa e Léo fica seu olhar nos dois monstros e bufando diz.

- vocês estão de brincadeira né?

- ué, a gente nem se conhece direito e você faz um pedido desses ... logo uma coisa bem difícil pra gente, pow, aí não né !

Falou o ciclope que se levanta coçando a cabeça e se afastando .

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