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Chapter 3 - Cap. 3 O Dia Em que Light Aprendeu a Odiar

Capítulo 3 — O Dia em Que Light Aprendeu a Odiar

A mãe de Light morreu ao amanhecer. Não houve gritos. Não houve desespero no último instante. Apenas silêncio.

Quando Light acordou, o corpo dela estava frio demais para ser ignorado. Ele chamou. Nenhuma resposta. Sacudiu o corpo com cuidado no começo, depois com força, depois em desespero. O mundo parecia errado. O ar parece pesado demais.

Quando finalmente aceito, algo dentro dele não faz barulho. A lembrança veio inteira, cruel, impossível de fugir. Tudo fez sentido. Uma comida estranha. O isto metálico. O fato de ele sobreviver enquanto ela estava definida.

Light caiu de joelhos e vomitou. Chorou até não ter mais lágrimas. Pediu perdão a um corpo que já não podia ouvir.

Enterrou a mãe com as próprias mãos, como havia feito com o pai — só que agora não havia mais ninguém para segurá-lo quando suas forças terminassem.

Quando terminou, ficou sentado diante da cova por horas. Sozinho.

Ele continuou andando porque não havia escolha. Os dias seguintes foram um borrão de dor e cansaço. Light não sabia para onde eu ia. Apenas siga em frente.

Foi assim que desmaiou à beira de um caminho de terra. Acordou com uma sombra bloqueando o sol.

— Ei… você tá vivo?

A voz era feminina, mas suave. Light tentou se mover e falhou. A garota ajoelhou ao lado dele. Tinha roupas simples, mas limpas. O olhar era atento demais para alguém tão jovem.

— Meu nome é Clover — disse. — Você não parece bem.

Ela lhe deu água. Depois comida. Pouca, mas real. Light chorou enquanto comia, sem saber por quê. Talvez fosse porque a primeira vez que alguém cuidava dele desde que o mundo estava acabado.

Clover explicou que era órfã e servia a uma casa nobre na próxima. Trabalhava desde cedo. Não poderia levá-lo com ela, mas não poderia deixá-lo morrer ali.

Por dois dias, ficamos juntos. Dividiram silêncio, comida e pequenas conversas. Light falava um pouco. Trevo não forçava. À noite, ela se sentou perto dele, como se sua presença fosse suficiente para afastar o medo.

Antes de se despedir, a Clover pagou uma hospedagem simples para Light. Ela se abaixou à frente dele e beijou suavemente sua testa.

— Sobreviver, Luz — disse. — Não deixa esse mundo te quebrar.

No dia seguinte, Light foi até a praça de eventos. Era um lugar grande demais para alguém como ele. Nobres ocupavam assentos elevados, riam, bebiam, apostavam. Guardas mantêm os pobres afastados, como animais indesejados.

No centro da praça, alguém ajoelhava. Light percebi antes mesmo de conseguir pensar. Era Trevo. Os olhos dela estavam abertos, mas vazios. Ó sorriso torto. Ela ria sozinha, murmurando palavras sem sentido.

Um anúncio ecológico pela praça: proteção por desobediência. Uma substância proibida foi usada — um fungo que corroía a mente lentamente. O responsável observava de cima. Ó chefe dela.

Luz não pensou. Correu. Gritou. Tentei avançar. Nunca cheguei perto. Os policiais o romperam com facilidade. Os golpes vieram rápidos, frios. Ninguém tentou impedir.

Jogar Light em um beco, sangrando, tremendo. Antes de ir embora, um deles falou, quase com pena:

— Foge daqui. O mundo é assim. Ele serve os nobres. Eles são deuses.

Sozinho no escuro, Light entendeu tudo. O sacrifício dos pais. O destino de Clover. Ó riso dos nobres. A justiça não existia. A lei tinha dono.

Naquele momento, o garoto morreu. E no lugar dele nasceu algo que odiava o mundo — não por escolha, mas porque o mundo merecia ser odiado.

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