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Chapter 3 - N°3

SUB X FIRE X YOU

CAPÍTULO 1

" pai, por favor...eu quero viver... Não... não ...não consigo ...respirar... Por favor... Pai... Eu quero respirar, para... Assim você vai me...Matar..."

"Meu nome? Eu não lembro. "

"quem são os meus pais? Eu não sei."

"por que eu tenho esse rosto deformado?

...

Eu não... Eu não quero falar sobre isso."

Em uma cidade comum no interior da terra média, um homem andava embriagado pelas ruas daquele lugar.

- os anjos são espiões vindos de um mundo paralelo chamado são Gonçalo.

até Zanzar pra fora dos portões, ele andou tanto que parou na beira de um rio onde ele atordoado pelo efeito do álcool cai de joelhos vomitando, ele se aproxima do Rio e lava seu rosto, retirando suas mãos firmes e grossas cheias de cicatrizes do rosto e abrindo os seus olhos verdes o homem de barba castanha longa (e zero cabelo ) vê uma criança boiando no meio da água , ele ri, pensando ser uma alucinação.

- o menino tá pelado hahaha hahaha hahaha.

Ele vai saindo da água porém ainda olha pra trás e fica incomodado.

- tá... Foi engraçado da primeira vez, agora deu né ?! Essa cena é bizarra de se olhar.

Então uma perturbação surge no meio da água uma criatura emerge com um corpo de serpente e cabeça de leão, ataca o corpo da criança, o homem fica assustado e saí correndo, ele vai parando aos poucos e se vira para trás correndo na direção do rio.

- droga, se eu não salvar essa criança vou me arrepender pelo resto da minha vida.

Ele se enche de determinação e coragem , se jogando na água, ele surge dando um soco no rosto da criatura, então pega o garoto e saí correndo para longe voltando pra cidade percorrendo um percurso ainda mais longo e adentra uma casa aqual tinha uma enorme fornalha no meio da sala , uma pele estendida como cortina para o outro cômodo , ele cobre a criança com uma coberta depois de colocá-la em uma cama.

O homem acende uma fogueira e se aquecendo se questiona.

" Por que eu trouxe essa criança pra minha casa? Seria melhor ter o deixado num orfanato , não é?! "

O homem suspirou profundamente, ele se aproxima da criança e meche no seu cabelo para ver seu rosto, com um olhar sincero e carinhoso ele relembra algo de seu passado.

" - E se a gente tiver filhos?

- eu não acho que levaria jeito com crianças...

- Que bobo que você é! Você seria um pai maravilhoso."

Um silêncio tomou o ambiente e então uma chuva leve começou a cair. A visão do rapaz era embaçanda e foi clareando aos poucos, ele se levanta e nota que esse lugar é desconhecido pra ele, o garoto notando sua nudez grita apavorado, nisso o homem surge com uma espada e grita em resposta pensando que havia um ladrão novamente tentando roubar seu dinheiro.

- ahaaaaaa ! O que é? Que que foi? Qual o problema???

O jovem fica ainda mais assustado e desmaio por conta do susto caindo de cara no chão.

Um tempo se passa e outra vez o garoto acorda vendo um brilho forte alaranjado, ele se levanta, sente um calor aconchegante e vai caminhando aos poucos até o outro lado e ao espiar por trás da cortina vê o homem trabalhando arduamente, seu suor expelia a certeza de que aquilo era algo importante e necessário para ele, ao sentir uma aura curiosa e observadora ele por um minuto pensa.

" Esse muleque é estranho, ele me viu trabalhar e não disse um piu, geralmente as crianças ficam tipo, ah nossa tio como senhor faz isso,ou como: vendo o senhor trabalhar me fez querer estudar, isso é fácil, bla,bla,blaa...eu odeio essas pestes, droga."

- ei garoto, você tá melhor? Consegue falar?

Essa frase lhe interrogando foi repentina o assustando um pouco, ele então se revela, porém antes de falar o homem lhe joga algumas roupas e o garoto surpreso as pega não querendo deixá-las cair. O homem então diz.

- toma, veste isso e depois se prepara pra me ajudar, vamos conversar depois que terminarmos, pode ser pirralho?!

O garoto acena com a cabeça logo lhe abaixando, o homem vê seus traços nobres e reflete.

" Ruiva e de olhos roxos, ele deve ser filho de algum Lord, mas não ouvi ninguém falar sobre o desaparecimento de ninguém com essas características, ele é jovem deve ter uns seis ou sete anos...e... o rosto... não sei quem teria coragem de fazer uma crueldade dessas com uma criança tão pequena...tem marcas de bota no rosto, as bochechas estão inchadas e ele tem alguns cortes até dentes faltando. Não sei por que mas sinto que não quero devolver essa criança pro lugar de onde ela pertence, que pensamento egoísta... mas é o que eu sinto."

Então o garoto surge com roupas e diz.

- com licença, senhor, estou pronto.

- certo.vamos começar então!

Ele vai colocando toras em sua fornalha,uma por uma, o calor fica intenso, o homem então instrui ao garoto, que ainda não entendi o seu papel naquilo.

- escute bem pirralho , isso é importante, quero que me alcance aquelas barras de ferro e as ponha em cima do forno, entendido?

- sim.

- ok, vai lá, me trás uma Dali.

O garoto foi acompanhando o homem que lhe instruía cada vez mais, ele tinha que trazer água, tinha que buscar carvão para não desperdiçar madeira, devia olhar e aprender sobre todos os tipos de martelos daquele lugar, passou um bom tempo eles estavam exaustos e cansados, porém o garoto não pode deixar de admirar o trabalho daquele que lhe salvou , uma espada de ferro negro não temperada, os olhos do jovem brilharam de emoção e admirou a forma da espada.

O homem então levou o garoto para se lavar, então eles chegam a um espaço com um grande buraco com água quente, o jovem fica olhando surpreso, o homem tenta explicar, mas nem ele sabe como funciona o sistema de fornalha e banheira.

- bem legal né! É um sistema de ventilação de vapor, o calor vai sendo transportado da fornalha pra cá, ou quase isso, deixando a água bem quente pro banho!!!

Eu pedi pra fazerem isso só pra ver o que ia acontecer.

- nossa, o senhor é um gênio.

- não que isso, estou mais pra um visionário nada de mais hahaha hahaha...

Ele se move até um pequeno buraco na parede e retira um bloco branco e cheiroso, o garoto já havia se jogado na banheira e olhava curioso querendo saber o que era aquilo, o homem pegou um balde e retirou sua roupa em seguida ele jogou a água por cima de si, ele se esfregou repetidas com aquilo, uma espuma se formou no corpo então o homem pegou mais um balde e o jogou novamente sobre si.

Palavras surgiram na mente confusa e infantil da criança...

" Você é sujo...não, fique parado, não vai doer...eu juro..."

O garoto sai da banheira e estendi a mão para pedir o sabão, o homem olhando isso sorri e lhe alcança seu sabão.

Após o banho o homem revela uma carne coberta por sal e a coloca em um bandeja junto com algumas batatas, cebolas , ovos e tomates que ele havia descascado enquanto o menino dormia, ele pega duas lâminas e as posiciona na lareira com cuidado, coloca a bandeja em cima e vai colocando mais lenha e carvão no fogo.

Ele se ergue após fazer tudo, respira fundo e se senta a mesa , então começa a falar com o menino.

- de onde você veio?

" você nunca vai preencher o lugar dela... nunca... nunca... nunca!!!"

O garoto olhando para baixo logo ergue sua cabeça sentindo uma dor de cabeça muito forte porém não demonstrando se abalar presta atenção no homem que lhe acolheu, ao se sentar o garoto sente algo como se algo estivesse faltando, porém esse sentimento é interrompido por uma pergunta.

- de onde você veio?

- eu... não sei.

- ... certo, qual é o seu nome?

- não... não lembro...eu não lembro...

O menino sente a dor se intensificar, ao ponto de colocar as duas mãos na cabeça, seus olhos dilataram e seus dentes rangiam sua respiração ofegante e suas feições se distorciam de baixo de seu longo cabelo vermelho, o homem se levanta e ergue seu rosto, vendo algo extremamente perturbador , havia na sua testa letras escritas na carne, ou seja, alguém multilou a testa do menino, além de o espancar com muita violência .

- meu deus azul...

Diz ele perplexo arregalando seus olhos, o garoto então grita se depatendo, o homem fica assustado e dá alguns passos para trás.

- quem sou eu? Eu não lembro...eu não sei...quem é o meu pai? Eu não sei... EU não sei... EU não sei... EU... não...sei, qual é o meu nome?!

Agora estava claro para o homem que aquilo era uma escrita de feitiço que impede que o garoto lembre de quem ele é, Então tudo aquilo significa uma coisa, quem o agrediu e o machucou tinha a intenção de lhe abandonar para sempre e o o jogou no Rio para morrer afogado , porém caso sobrevivesse implantou um feitiço no corpo do jovem garoto, um feitiço de aminecia , ele nunca vai conseguir se lembrar de quem era ou quem ele já foi, sua mãe,pai, irmão, qualquer um que possa ter existido na vida dele, foram apagados de sua mente.

O homem se aproxima devagar e abraçando o garoto diz enquanto o ele começa a chorar.

- está tudo bem, calma, eu vou cuidar de você... não precisa chorar, está tudo bem.

Após a janta, o homem saí de casa, pois já tinha colocado o rapaz para dormir, ele vasculha as tabernas procurando pessoas ruivas ou notícias de um agressor perigoso, suas intenções eram desconhecidas pelos seus companheiros próximos que ouviram um boato .

- o grande ferreiro do Sul, ainda está procurando o assassino de sua amada esposa, a guerreira elfa de cabelos negros.

Muitos se preocupam com isso mas sabem a verdade sobre esse fato que marcou a vida do Ferreiro do Sul, Arthur zarfes.

" eu, não sei de quem eu vim, não tenho mãe, fui criado para ajudar nas grandes fornalhas de hell na montanha dos demônios , até que um exército de elfos aparece, eu fui usado como escudo pelas criaturas que eu achei que eram a minha família, foi a primeira vez que fui traído.

Eu rastejei para fora até ver ela, aquela mulher, era como uma deusa ceifadora vinda do céu para me mandar para o paraíso.

Mas os elfos não são tão cruéis e sanguinários assim, fui resgatado e cuidado por eles e alí tive o prazer de ter diversos laços de amizade e irmandade, assim como tive tempo de conhecer ela, Elza, a pessoa por quem me apaixonei. Anos se passaram e eu fui até o reino dos homens para me reentegrar a sociedade, eu conquistei masmorras e concluí diversas aventuras como ferreiro e guerreiro, usando e vendendo as minhas espadas.

Então eu decidi retornar pro reino dos elfos para propor casamento a Elza, foi um desafio um atrás do outro porém, nós já estávamos próximos demais, nós casamos e sempre conversamos sobre ter filhos, eu nunca iria querer alguém ou outra pessoa pra ficar no lugar dela, mas ela me falava coisas complexas e cheias de argumentos então eu ficava quieto, ela...

Prometeu que não iria morrer antes de mim, era uma brincadeira mas eu...

Queria que fosse verdade...

Eu perdi ela por causa dos demônios...eu fui trabalhar longe dela e...

De repente todo o meu mundo foi ...

Quebrado...

Agora eu vivo como um ferreiro bêbado que não educação mínima, convivendo com o meu fracasso como marido...

O que eu queria falar pra ela se eu soubesse que fosse a última vez que a gente fosse se ver era...

Elza obrigado por me salvar."

Arthur zarfes continua andando pelas ruas falando com cada amigo seu procurando informações da família do jovem sem nome tanto do seu agressor, mas nada era encontrado, ele decidiu então ir para outra cidade para procurar respostas.

A noite era chuvosa e os relâmpagos e trovões batiam forte junto do vento gélido, Arthur começa a sentir muito frio e decide voltar pra casa.

Enquanto isso, acontece um assalto na casa de Arthur, dois ladrões surgem alí,pelo que parece eles fazem isso a um bom tempo.

A porta se abre, um vento humido percorreu por todo o lugar, até chegar no rosto do jovem sem nome, ele espia ainda sonolenta por trás da cortina e vê os homens levando Pedras preciosas, carvão, pequenas facas e espadas colocando-nas em uma sacola de couro, o garoto fica em Pânico e dá um passo pra trás rangendo o piso de madeira isso deixa o garoto arrepiado que fica imóvel agora, eles ouvem algo suspeito e param e começam a discutir.

- ouviu isso?

- ah nem fudendo, será que ele já voltou?

- não pode ser, disseram que ele foi pra bem longe , indo em algum bar no centro da cidade.

- e os seus amigos realmente viram ele?

- sim né.

- cara vamos embora, da última vez ele só bateu na gente, foi um aviso, se ele ver que a gente voltou ele não vai pegar leve.

- cala a boca, eu não tenho medo daquele velho, ele é só um bêbado que não faz nada da vida, além de ficar presso em casa e de noite beber como um perdedor que ele é.

- cara...

De repente um relâmpago surgiu e a criança surge atrás deles com uma faca com uma caveira de chifres abaixo do cabo ( empunhadura) , ele corre até eles, o garoto que falava é esfaqueado na costela, seu amigo rapidamente pega um pedaço de lenha e bate no menino que cai para trás ele se levanta com sangue escorrendo da boca e com olhos ferozes, o outro jovem perdia muito sangue e seu amigo ficava desesperado e tentava estancar o sangue porém ele não conhecia nenhum método de primeiros socorros, ele retira a camisa dele e faz prensa contra a ferida no estômago.

O garoto por perda de sangue vai ficando pálido e fraco e diz ao seu amigo antes de perder a consciência.

- fu...fuja... saí daqui... fuja...

Então ele desmaia. O garoto que estava de joelhos vai chorando enquanto fica gritando.

- porra, meu...se levanta porra...se lembra, meu...eu e tu , porra...eu e tu contra o mundo... não morre Caralho... não morre irmão...eu ...eu só tenho você...

"filho..."

" Você sempre vai ser o meu menino não importa onde esteja... Eu só tenho você."

A mente do rapaz começou a latejar e pinicar enquanto ele se aproxima para esfaquear o outro jovem que chorava ajuelhado.

"De quem é esse voz? Eu não lembro.

De quem são? Eu não sei...

Quem me chamou de filho? Era a minha mãe, eu tenho mãe? Eu não lembro de nada... Eu não quero falar sobre isso..."

O garoto sente uma dor extrondante em sua cabeça e um brilho começou a emanar de sua testa as letras queimavam seu crânio, sangue começou a escorrer de seus olhos e nariz, ele cai no chão vomitando e se contorcendo.

O rapaz que estava com o pedaço de madeira de lenha se aproxima e começa a bater no garoto com raiva e com muito rancor gritava.

- morre seu monstro, maldito, morra, morra,morra,morra...

O garoto se encolhi atentado se proteger ele surta mordendo os próprios lábios, ouvindo uma voz na sua cabeça.

" Está ouvindo? Estão nos chamando de monstro de novo.

Nós não fizemos nada...

- Eu esfaqueei o amigo dele, eu tava com tanta raiva que não liguei pras consequências...

- Você é uma criança, eles invadiram esse lugar, zombaram daquele homem que salvou a sua vida...

- Mesmo assim, ele tá bravo por que eu...matei o amigo dele...eu matei mais uma pessoa , outra vez...eu sou um monstro!

- sim , nós somos o monstro."

Na mente do jovem rapaz aparentemente de 16 anos era uma furia e raiva tão grande que ele não se controlava e em sua mente um monólogo entre agora e o seu passado era transado.

Era pra ser um dia comum, sem nada de especial, apenas um passeio de pai com o seu filho, até ele só soltar a mão dele e sumir...

" Eu nunca vou te perdoar seu pivete desgraçado, esse cara que você matou era tudo pra mim..."

A criança percorreu até a cidade onde morava e viu sua casa vendida e ocupada por outras pessoas, ele caminhou sem destino, para os becos, entre o lixo e a sujeira para achar oque comer, ele chorava enquanto vasculhava , ele já havia entendido tudo seu pai o abandonou...

" Seu merda, morra,morra,morra,morra...seu lixo maldito, você e aquele velho..."

- hora vejam só, é um novato.

- quem é você?

- AFF, eu sou o dono destas lixeiras...

- o dono?!

- é , o dono, se você não quiser apanhar vai se retirando daqui , seu otária... Se não você morre.

" Eu nunca vou poder ver ele sorrindo de novo...me dando conselhos ou me dando sermões irritantes, eu mudei muito, graças a ele..."

" Tudo nesse mundo só funciona quando eu tô com ele..."

- ei muleque qual é a sua? Por que você tá chorando, cala a boca.

- eu ... tô com muita fome... por favor me ajuda... não bate em mim... por favor...

- haa~ certo. Eu... não vou beter em você, tá tranquilo, beleza, só não fica mexendo em lata aleatório tem gente que não é tão boazinha quanto eu , tá ligado?!

- tá.

" Eu não quero viver, sem você irmão, eu e tu contra o mundo."

O garoto então para de bater na criança que parece estar morta. Seus pensamentos então voltam para a morte de seu amigo.

" O nome de alguém revela sua origem e identidade, só você pode ter esse nome."

- Carlos, mano... acorda...eu não sei o que fazer sem você irmão... por favor... acorda...sou eu...o Tomás...

O jovem de cabelo preto chorava enlouquecidamente seus olhos se debulham em lágrimas amargas.

Tomás sente um arrepio sobre o seu corpo eo espaço ao redor começou a se destorcer como uma miragem uma voz fluiu bem perto de seu ouvido, uma voz lúdica da morte, cortejando o desfalecer absoluto do garoto, uma voz mórbida e sombria.

Fim do capítulo 1.

SUB X FIRE X YOU

PARTE 2.

" Todos eles querem nós machucar, temos que mata-los...mata-los...mata-los... mata-los... MATAR TODOS ELES!!!!"

Enquanto Tomás chorava o corpo da criança se erguia suspenso no ar flutuando, e então uma mão saiu de dentro da boca da criança em seguida dois braços e aos poucos uma criatura com uma cabeça semelhante a de um boi com chifres de um cervo com um corpo esquelético e esbelto com uma calda que era semelhante a de um escorpião negro, a criatura então silenciosamente se aproxima do garoto de cabelos pretos e diz tocando de forma delicada o seu ombro.

- não chore, está desperdiçando o meu tempero favorito .

Um sentimento melancólico e imundo começou a se espalhar pela casa, e um cheiro confuso e perdido é exalado esse era o cheiro da alma do garoto.

O enorme monstro abre sua boca pronto para devorar o rapaz mas então uma presença inesperada adentra a casa e parte o monstro ao meio com as próprias mãos, o homem caminha até o garoto desacordado que ainda flutuava, ele o pega envolvendo lhe em seus braços então a distorção se desfaz, o velho homem então olha para trás e fala.

- puta merda, sempre, vocês sempre invadem a minha casa por que? Tanto faz, coloca seu amigo em cima da minha mesa na cozinha... ainda dá tempo de salvar ele.

Tomás que antes apavorado agora ergue seu rosto vendo o homem que sempre lhe salvou, desde que foi deixado para trás...

Ele se levanta do chão e reflete em silêncio.

" Esse velho, sempre, sempre... batia na gente quando nos encontrava roubando, em qualquer lugar ou hora, era instantâneo, de alguma forma ele só tava protegendo a gente, até quando ele amarrou nós dois e mandou pra um orfanato ...era o jeito dele de estar ajudando, eu nunca vou dizer que amo esse velho maldito, não quero que ele se torne como o meu pai! "

Arthur começa a vasculhar sua pequena casa e encontra uma garrafa bem antiga, logo a destampando e jogando na ferida de Carlos e ele sente muita dor, recobrando a consciência o jovem solta alguns suspiros e respira fundo ofegante ele fala.

- velho é você?! é você mesmo ?

- é garoto sou eu, agora fica quieto que eu vou fazer um curativo em você.

Arthur pega uma linha e agulha e começa a consturar a ferida que não era funda e não havia pego nenhum ponto vital, passou-se um pouco de tempo, e então Tomás vai até Arthur e começa a conversar.

Tomás passou boa parte da sua vida na rua e sempre se sentiu grato por conhecer Marcos seu irmão de rua e o próprio velho Arthur.

- quem é aquela criança?

- não é da sua conta.

- desenbucha logo , você viu o que ele fez, aquilo era magia e uma bem poderosa.

- olha, não sabia que você tinha conhecimento sobre isso, mas falando sério, não se meta nisso eu vou lidar com isso sozinho. Seu irmão vai ficar bem, cuide bem dele quando acordar, eu aconselho que parem de invadir a casa dos outros...

- a vai se ferrar seu velho, como a gente vai conseguir comida então fala aí?

- arrangem um trabalho honesto que pague bem, não é óbvio !?

- velhote você come merda por acaso ?! Eu nunca ouvi tanta groselha como hoje, órfãs que todo mundo sabe agem como marginais e vivem na rua, quem daria um trabalho descente pra nós, hã?

- eu daria um trabalho pra vocês se pedissem.

- que...! Sério? tipo sem brincadeira é sério mesmo???

- é claro , eu decidi ir em uma viagem com esse menino, e preciso que outros ferreiros façam algumas encomendas.

- ah, e pra onde você vai levar esse muleque sinistro?

- Para a cidade dos elfos em Dhunbar , Lá eles poderiam treina-lo de maneira correta.

- falando nisso, o que era aquilo que o senhor matou? Eu sei que era magia mas era vivo ,falava e parecia ter fome tudo o que um demônio teria aquilo tinha também.

- bom, aquilo foi só uma afirmação.

- afirmação de que?

- esse garoto pôde ser parente de alguém poderoso ou ser um nobre .

- nem fudendo...

- tudo fudendo...

- e ... Como ele veio parar aqui? Por que eu nunca vi ele em toda a minha vida...

- sim, eu fiz algumas investigações, alguns amigos meus me contaram que aquele rio vai direto pra capital real... então é possível que ele tenha sofrido bastante antes de chegar até aqui...mas não mais do que sofreu nas mãos daquela pessoa nojenta...

Diz o velho careca respirando fundo, isso surpreende Tomás que fica confuso seu rosto no automático faz uma cara de desgosto.

- como assim? Você conhece alguém ligado a esse garoto então?!

- na verdade não.

- então porque esse ódio todo velho...

Ambos conversam por um longo tempo até Carlos acordar então ambos os três retomam outra conversa.

A manhã havia chegado e o galo ao nascer do sol canta radiante.

" você está feliz?..."

Um arrepio caloroso subiu sobre o corpo do garoto que se recuperava das pauladas, ele abre os olhos confuso vendo o velho homem bater em um pedaço de ferro quente , o jovem cabisbaixo pensa.

" Será que eu posso ser feliz?"

Arthur logo nota sua inquietação e explica de maneira repentina.

- já acordou? Isso é bom, nós vamos para um lugar onde iremos falar com alguns dos meus antigos amigos, então seja rápido, se lave e coma alguma coisa agora...e não se preocupe com o que aconteceu ontem.

Um silêncio tomou conta do lugar eo garoto então obedece, o velho relembra o que falou para Carlos e pra Tomás.

- é importante que ninguém saiba do que aconteceu aqui, a igreja da vangloria recruta qualquer um para seu culto, ainda mais jovens com poderes latentes , a minha única preocupação é devolver o garoto e garantir que ele seja feliz... entenderam?!

Retornando de seus devaneios ele inchuga seu suor, e então larga seu trabalho e pega uma faca aqual era aque feriu Carlos, então o homem passou a mão sobre a barba pensativo e decidiu, ele vasculha entre as armas que alí foram feitas e acha uma pedra negra e começa a afiar a lâmina, ele ao terminar olha para a cara do jovem e nota o rapaz cabisbaixo, ele não entende o do por que sentir tanta empatia ou afeição pelo pequeno jovem, ele então declara.

- tanto faz. Amanhã estaremos em uma jornada para fazer oque é necessário.

" só você sabe quando realmente se sente sozinho, tá tudo bem, eu te entendo... vamos evoluir, juntos, e seremos melhores prá nunca mais sentir essa solidão tão triste."

- a cidade dos elfos, é...

- não se preocupem, vai ser uma jornada curta em alguns dias voltaremos...

- ah, claro...

- humm, e quando voltarmos quero que peçam perdão pelo que fizeram.

- como assim?

Pergunta Carlos confuso pois sabe não fez nada ao menino e não acredita que seu amigo faria alguma coisa para machuca-lo , por ter desmaiando não pôde ver o descontrole de Tomás pois o mesmo era extremamente apegado a ele como família. Vendo que Tomás não falou nada a ele Arthur começa a se levantar em silêncio, ele não queria arruinar a relação fraternal entre eles e pensou ao suspiros enquanto passava sua mão pelo cabeça.

" É como eu previ, aquele muleque ainda tem medo de ficar sozinho, de ser rejeitado, ou seja, ele realmente poderia ter feito algo pior e não iria contar ao Carlos temendo ser deixado...se eu tivesse adotado ambos naquela época... talvez poderia ter sido diferente."

Então Carlos e Tomás começam a conversar , Tomás olhando para baixo envergonhado de seu ato fala.

- mano eu...

- fala aí...

-É que...

-Fala de uma vez, porra, que besteira que cê fez? Fala aí não vou te julgar.

- quando você foi esfaqueado, eu... perdi o controle, e ... Dei uma surra nele, você tava desacordado, sangrando, fiquei desesperado... tive raiva daquele garoto, achei que ele tinha te matado , então tudo aquilo aconteceu e agora estamos nessa situação desconfortável... Desculpa mano...

- tá.

- que?

- falei : " tá " .

Agora com tudo resolvido eles descutem se descontraindo então o velho aparece e diz.

- é importante que ninguém saiba do que aconteceu aqui, a igreja da vangloria recruta qualquer um para seu culto, ainda mais jovens com poderes latentes , a minha única preocupação é devolver o garoto e garantir que ele seja feliz... entenderam?!

- a igreja da vangloria, eles são um grupo bem estranho a serviço da 7° princesa do Reino.

- é .

- eu não gosto destes caras, então realmente acredito que esse menino precisa voltar para sua família.

Arthur não gostava das práticas de doutrina das igrejas aliadas da realeza, sempre ouvindo falar que a pior delas é a da vangloria pois seu lema era extremista .

" Deus quer nos afogar...afundaremos..."

Sendo o grupo principal para quem Arthur zarfes já trabalhou como ferreiro enquanto buscava feitos.

- por mais que eu tenha o meu desejo de ficar com ele, não posso, não sou qualificado para tal papel.

Diz o velho serrando seus punhos com força, os garotos notando isso ficaram motivados, eles então decidiram ajudar.

Os jovens saem da casa com um longo pensamento.

" Ele não era assim... aquele muleque mal chegou e já tá fazendo o velho querer vira papai..."

" Ele se importa muito com o menino, mas tipo , ele realmente está gostando dele ou só está usando ele coo desculpa?"

" Será que a igreja da vangloria é tão ruim assim?"

" Aquele velho, na verdade tá com medo de alguma coisa e não é dá igreja."

" Daqui a pouco ele vai virar um papai coruja, não é adequado a esse papel, meu ovo, ele vai voltar feliz dessa viagem."

" O que será que ele tem ?"

" Se eu tivesse com os meus 8 anos estaria morrendo de ciúmes... aquele velho... É um trouxa."

Então o velho os vê indo embora e visualiza a cena, tudo aconteceu muito rápido, rápido até demais, ele se pergunta o do por que ficou preocupado com um grupo que a anos atrás ele nem ligava, ele está confuso, e ainda sim só quer e principalmente deseja ver aquele menino que ele salvou ser feliz.

Voltando de seus pensamentos da noite anterior o velho homem caminhava com garoto por uma larga estrada de terra, eles estavam andando até notarem uma floresta e então a adentraram.

Um vento frio e malicioso soprou sobre eles sentiu um cheiro forte vindo junto com brisa, as árvores farfalhavam suas folhas, junto do movimento suave da grama do chão , então um rígido surge em meio ao lugar que antes era calmo e sereno, rapidamente o velho eo menino se esconderam.

Um monstro com uma cabeça estranha, duas bocas e seis olhos começou a perambular por alí, seu corpo era enorme mas não tão grande e forte quanto um gigante.

O desespero,terror e escuridão se aprofundaram, os espíritos de ambos lamentaram em formato de lágrimas, Arthur tapava a boca do jovem que se tremia por completo, e vozes de choro e tormento começaram a se espalhar, o nariz do velho homem duia e a visão começou a se embaralhar em confusão profunda e uma lembrança do passado logo lhe é mostrada.

"Ser um ferreiro..."

" Sim, um ofício, um trabalho, algo pra se orgulhar, mas não... não para mim."

"Socorro"

"Socorro"

"Socorro"

"Socorro"

- isso é um inferno, e a pessoa que havia me tirado daqui não existe mais.

" Você trabalha todos os dias, apenas pensando em sobreviver mas ao longo do caminho surgem as coisas, palavras e pessoas que destroem o coração de alguém apaixonado, podem me chamar de fraco por não aguentar e desistir , eu...não ligo pra isso, eu fugi ... e vou continuar a fugir até finalmente cair de cansaço, não aguento mais, não aguento mais, não quero sofrer por causa de alguém que não está perto de mim.

...Mas eu sinto tanta falta dessa pessoa!

O meu trabalho mesmo depois da liberdade foi fundir aço em meio os murmúrios tortuosos infernais nada mudou. "

Em uma caverna com pouca luz um jovem humano trabalhava em meio ao calor de grandes forjas , sons de seus martelos escovam com o impacto bruto de cada batida, o semblante quase apático demonstrava uma escuridão profunda no olhar, seus pés estavam sempre acorrentados desde o seus quatro anos que ele foi capturarado por demônios , ele ficou tanto tempo sem ver a sua própria família que se esqueceu de como cada um era ou quais eram seus nomes, isso lhe aumenta o vazio em seu peito, ele se pergunta quando ou como iria conseguir a sua liberdade.

" Não tem como, não há como, todos nós sempre seremos engolidos pelo vácuo que ha dentro nós, eles querem que eu trabalhe, só isso. Não sou especial, vão me matar quando eu não for mais útil, nada mais,nada menos...eu consigo comer sempre o que sobra ou algo estragado jogado pra longe pra zombar de mim...eu odeio isso, mas a minha corrente é presa a uma parede rochosa, posso bolar alguma coisa mas não sei se poderá funcionar. "

Em uma noite escura aconteceu ele tentou se libertar fingindo estar morto e então correu o mais rápido possível mas não foi o suficiente, até que os elfos aparecem.

" Acorde, por favor..."

Subitamente Arthur acordou se tremendo intensamente enquanto o jovem garoto lhe abraça com força.O monstro se ergue por um instante e volta a caminhar trilhando um caminho para outro lugar.Após um tempo eles acambaram, o velho reflete sobre a sua alucinação e vai se distânciando do acampamento, O velho atormentado logo sente uma dor em seu peito, ele então cai de joelhos e chora enquanto pensa.

" Ridículo, eu não sou digno de ter amado Ela, por algum motivo nunca vou me perdoar por não morrer junto a ela..."

Ele então volta e nota o garoto acordado olhando para o fogo , por um momento ele se aproxima mais e tropeça em uma pedra e iria cair na fogueira então Arthur se joga para frente pegando o rapaz.

- o que você acha que está fazendo? aquilo foi perigoso!!! Seu muleque.

- a... achei que o senhor... tinha me abandonado , eu fiquei com muito medo de ficar sozinho... Então eu prefiro morrer do que ficar sozinho de novo.

O velho ouvindo isso começa a chorar, arregalando aos poucos seus olhos e sentindo que mais do que proteger ele e vê-lo feliz ele queria estar com o menino, não porque sentiu pena ou que nutriu um afeto forte por ele, não ele pela primeira vez se permitiu ver o seu reflexo em outra pessoa. Arthur então adormece junto do menino e madrugada chega em fim.

" não importa onde esteja você sempre será meu..."

O menino abre os olhos e vê o céu azul ele se encanta com isso e aos poucos se levanta indo acordar Arthur que roncava alto.

Então Arthur se acorda e ao se levantar começa se arrumar pra prosseguir com seu objetivo de ajudar o garoto.

Então após andarem bastante eles encontraram a cidade dos elfos, Arthur se aproxima do portão e grita.

- com licença, boa tarde... somos amigos de um alto elfo e precisamos entrar é algo muito importante.

- será que vão nos deixar entrar?

- não tenha pressa pequeno vamos conseguir o que queremos em breve...

Um tempo se passa e então o portão é aberto e Arthur indignado começa a falar nervoso pela demora...

- que demora foi essa em ? Vocês não ouviram quando falei que éramos pessoas importantes em?

- por favor senhor fique calma...

- não se meta muleque...

- é você... Arthur, já se passou um tempo desde o dia que você se foi...

- Olá meu sogro.

A vila dos elfos e reconhecida não só pelo seu imenso conhecimento místico e cultural mas também pelo grande aliado que marcou a vitória da humanidade contra a força demoníaca, o dragão Branco, já houve atritos políticos dos homens contra os dragões porém o clã Orion e os elfos intermediária esses confrontos, até que o novo rei foi coroado, nos dias atuais o sonho mais comum dos jovens é se tornar um militar, poucos se interessam por outras profissões, tanto que hoje neste reino existe uma cidade só pra ferreiros e suas invenções quase revolucionárias quanto antigamente.

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