CAPÍTULO 1 — O Nascimento Que Rasgou.
o Céu O Reino Divino jamais tremeu.
Mesmo durante as guerras antigas… mesmo quando o Deus Dragão foi dividido… o equilíbrio sempre permaneceu. Mas naquela noite… O céu se rachou. Não era uma metáfora. Uma fissura real, dourada e negra, se abriu sobre o Reino Divino. No centro do Palácio Divino, Tang San abriu os olhos. Seu olhar, que já havia atravessado eras e dimensões, se estreitou. "Isso… não estava no fluxo do destino." A energia que escapava da fissura não era apenas luz… nem apenas escuridão. Era algo anterior. Algo que existia antes da separação. No mundo mortal, em uma estação planetária protegida pela linhagem do Deus Dragão, uma criança acabara de nascer. Silêncio. Nenhum choro. Nenhum som. Apenas uma pressão absurda que fez todos os Mestres Espirituais presentes caírem de joelhos. O pai da criança — herdeiro direto do Deus Dragão — segurava o recém-nascido com as mãos trêmulas. Então aconteceu. Os olhos do bebê se abriram. Um dourado. Um negro. O ar ao redor deles se distorceu. E, por um instante… atrás da criança, uma silhueta colossal apareceu. Não era o Rei Dragão Dourado. Não era o Rei Dragão Prateado. Era uma forma maior. Ancestral. O Dragão Primordial. No Reino Divino, Tang San se levantou. "Impossível… o Fragmento Primordial deveria ter sido completamente selado." Mas ele sentiu. Não era o Deus Dragão renascendo. Era algo diferente. Algo que carregava a essência do caos anterior à divisão. De volta ao mundo mortal— O bebê finalmente chorou. E o choro se transformou em uma onda de energia que rachou o chão em fendas negras e douradas. Os sensores da estação dispararam. Alertas vermelhos. Nível de energia: Divino. Instável. Incalculável. O pai apertou o filho contra o peito. "Meu filho… o que você é?" Naquele mesmo instante, uma voz ecoou no vazio entre as dimensões. Ancestral. Rasgando o espaço-tempo. "O receptáculo finalmente nasceu." No Reino Divino, Tang San sentiu algo que não sentia há milênios. Preocupação. E, pela primeira vez desde a restauração do equilíbrio… Ele percebeu: Talvez o erro não estivesse no presente. Talvez estivesse no passado. E agora… o passado havia retornado na forma de uma criança. No berço do caos. O nome que lhe deram foi: Tang Longyuan. Mas o universo já sussurrava outro título — 🐉 O Herdeiro do Caos Dracônico.
