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Chapter 9 - Capítulo 8: O Chamado do Trono e o Primeiro Treino Proibido

O anel de ouro repousava na palma da minha mão pequena, quente como se ainda carregasse o calor do Trono dos Heróis. Eu o observei por longos minutos no pátio do orfanato, enquanto as crianças continuavam suas brincadeiras inocentes ao redor. O símbolo do leão alado de Uruk gravado na superfície parecia pulsar levemente com cada batida do meu coração – ou seria o sangue divino respondendo? A voz de Gilgamesh ainda ecoava nos cantos da minha mente, arrogante e divertida: "Prove seu valor... ou pereça tentando."

– Guardei o anel na bolsa marrom com "KAI" bordado, sentindo o peso não apenas físico, mas simbólico. –

Kai: 'Gilgamesh me reconheceu. Isso significa que meu sangue – o dele – atravessou realidades. Mas por quê agora? Por causa da minha chegada? Ou porque o universo está se ajustando à variável que eu sou?'

[Elias: Ding! Análise completa do item: Anel de Herdeiro de Uruk. Efeitos passivos confirmados – +5% em Carisma e Divindade Gilgamesh. Acesso parcial ao Gate of Babylon: 3 invocações diárias de tesouros de Rank E a C. Cooldown individual de 24 horas por tesouro usado. Sugestão: Teste em ambiente controlado. Risco: Atrair atenção indesejada se usado publicamente.]

Kai: Entendido. Vamos testar mais tarde. Por agora... foco no que está aqui.

Kushina havia marcado um treino para o fim da tarde no campo de treinamento privado atrás da casa dela e de Minato. "Você precisa aprender a controlar esse chakra louco que tem, dattebane! E Minato vai te ensinar uns truques do Flying Thunder God – nada de segredos na família!"

Enquanto caminhava pelas ruas de Konoha em direção à casa deles, senti o anel vibrar levemente na bolsa. Uma sensação de urgência – não ameaça, mas expectativa. Como se o Rei estivesse assistindo, esperando o primeiro passo.

– Cheguei à casa simples mas acolhedora. Kushina já estava no quintal, alongando-se com movimentos fluidos, cabelos vermelhos flamejantes dançando ao vento. Minato estava ao lado, kunai na mão, marcando selos de espaço-tempo no ar. –

Kushina: Kai! Chegou na hora certa! Vamos começar leve – controle de chakra básico, mas com um twist Uzumaki. Quero ver se você consegue manter uma folha grudada na testa enquanto corre em ziguezague!

Minato sorriu calmamente.

Minato: E depois... algo mais avançado. Seu chakra tem camadas estranhas – vamos ver se conseguimos canalizar isso em selos de selamento. Kushina é especialista nisso.

Eu assenti, tirando o quimono curto para ficar mais à vontade. O sol batia quente na pele, mas meu corpo regenerava qualquer fadiga quase instantaneamente graças à Vitalidade Uzumaki e Yuji.

– Começamos com o exercício da folha. Coloquei uma na testa, concentrei chakra na testa – simples, mas com os Seis Olhos, via o fluxo perfeito. –

Corri em ziguezague pelo campo, a folha firme. Kushina piscou surpresa.

Kushina: Dattebane! Nem um tremor! Você tem controle insano pra uma criança de quatro anos!

Minato: Impressionante. Agora, vamos tentar algo mais... Uzumaki.

Ele desenhou um selo de contenção no chão – círculo com runas de selamento: Tente infundir seu chakra aqui. Não libere tudo – apenas sinta o selo aceitar.

– Ajoelhei-me, coloquei as mãos no centro. Meu chakra fluiu – azul puro Uzumaki, mas com veias douradas (Poder Dourado latente), roxas (Chaos), verdes (Energia). –

O selo brilhou intensamente. Runas antigas que eu nunca vira surgiram nas bordas – símbolos de Dragões Fonte misturados com kanji Uzumaki. O círculo se expandiu, criando uma barreira translúcida que pulsava com energia primordial.

Kushina: O quê...? Isso não é selo comum! Parece... ancestral!

Minato: Kai... de onde veio isso?

Kai: Eu... sinto que sempre esteve aí. Como se meu sangue lembrasse.

Antes que pudéssemos continuar, o anel na bolsa aqueceu violentamente. Uma luz dourada escapou, e o Gate of Babylon se abriu parcialmente – não o portal completo, mas uma fresta pequena. Dela saiu um pequeno tesouro: uma adaga curva de ouro, gravada com runas de Uruk. Rank C – "Adaga de Ninsun", capaz de cortar ilusões e energias negativas.

– A adaga flutuou até minha mão. –

[Elias: Ding! Invocação bem-sucedida: Adaga de Ninsun (Rank C). Efeitos: Corte conceitual de ilusões/genjutsu nível médio, purificação de energia amaldiçoada/CE negativa. Uso diário restante: 2/3.]

Kushina e Minato congelaram.

Kushina: Kai... o que é isso?!

Kai: Um... presente. De um ancestral distante.

Eu não menti – apenas omiti o nome. Mostrei o anel.

Kai: Esse anel apareceu hoje. Quando toquei, senti... uma voz. Ele disse que eu carrego sangue antigo. E que devo provar meu valor.

Minato analisou o anel com olhos afiados.

Minato: Energia divina. Não é chakra... é algo mais antigo. Como se viesse de outro mundo, ou de uma era esquecida.

Kushina tocou meu ombro, preocupada mas orgulhosa.

Kushina: Seja o que for... você não está sozinho. Somos família. Vamos descobrir juntos.

– Decidimos testar a adaga. Minato criou um genjutsu simples – ilusão de clones. –

Eu segurei a adaga. Com um giro rápido, infundi chakra e cortei o ar. A lâmina brilhou dourado, e as ilusões se desfizeram como fumaça, revelando o verdadeiro Minato.

Minato: Incrível. Isso corta genjutsu no nível conceitual.

Kushina: Mas cuidado, Kai. Poderes assim atraem atenção. E se esse 'ancestral' estiver observando... ele pode querer mais do que só ver você crescer.

Eu assenti, guardando a adaga.

Kai: Eu sei. Mas não vou fugir. Se ele quer que eu prove... vou mostrar que o sangue dele não é desperdiçado.

O treino continuou até o anoitecer: Kushina me ensinou selos básicos de contenção Uzumaki, Minato treinou timing de movimento com Flying Thunder God (eu não conseguia ainda, mas sentia o espaço dobrar ao redor). Usei a adaga para cortar ilusões de treinamento, sentindo o poder de Gilgamesh fluir – arrogante, mas preciso.

Quando voltamos para casa, o céu já escuro, eu parei na porta.

Kai: Obrigado... pelos dois. Por me aceitarem.

Kushina bagunçou meu cabelo ruivo.

Kushina: Você é Uzumaki, dattebane! Família é pra isso.

Minato sorriu.

Minato: E amanhã... vamos ao Hokage. Ele precisa saber disso. Mas discretamente.

Eu concordei. Mas no fundo, sentia o olhar distante do Rei dos Heróis – satisfeito, por enquanto.

Enquanto isso, no Trono dos Heróis...

Gilgamesh: Hmph. Ele usou um tesouro meu. Não desperdiçou. Bom começo, descendente.

O Rei recostou-se novamente, olhos dourados brilhando.

Gilgamesh: Continue crescendo. Quando estiver pronto... talvez eu envie algo mais... digno.

Em Konoha, eu deitei na cama nova do quarto que Kushina preparou. O anel na mesa de cabeceira brilhava fracamente.

Kai: 'Gilgamesh... estou apenas começando.'

O sono veio, mas carregado de sonhos: tronos dourados, correntes que prendiam deuses, e um riso ecoando através do tempo.

A jornada do Herdeiro do Nexus ganhava um novo patrono – e um novo peso.

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